senhorzinho na porta

Estávamos em Santo Inácio. Terra do meu amigo e poeta, Inácio Loiola. Quase uma semana inteira por lá.

Toda manhã, quando saía pra trabalhar, eu passava na porta dele e, sem dar de volta o meu “bom dia“, ele só se queixava:

“Tô bom não. Doi! Nem durmo mais!”

Me disseram que ele andava doente demais. Destas doenças que não tem cura. Daí, o mandaram prá casa “esperar sua hora“.

Numa noite, eu levei para ele um remedinho antigo: “Cibalena“. 

“Quanto custa?”, quis logo saber.

Brinquei que era “um milhão”, dessas de espiga grande, e segui meu caminho.

Dia seguinte, na hora do bom dia diário, recebi como retorno, uma cara de menino maroto.

“Pelo jeito,  o dia vai ser bom, né?” brinquei.

E ele, com o sorrisão mais feliz do mundo confidenciou: “eu ronquei“.

Amores no Velho Chico

Contamos histórias dos Amores que vivem na beira do São Francisco, da sua nascente à foz.

4 Comentários para “O sorriso, depois do ronco”

  • A intervenção familiar e comunitária deverá considerar estes significados e valores para adequar-se às vivências das pessoas idosas pobres.

  • Rever e integrar um idoso ao contexto familiar é uma das tarefas mais relevantes no fim da vida. Aprofunda-se a construção da integridade familiar com o seu mundo de significados e valores. É um ato de redenção.
    Parabéns pela iniciativa

  • As vezes, uma simples atenção, vale muitas “cibalenas”. Belo post.

  • Muita simplicidade. Adorável.

    Bjs

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