voando

Peppeh e o filho, Gustavo. Apaixonados pela música barranqueira.

O ribeirinho é apaixonado pela música barranqueira. E não tem um dedinho de prosa que não venha acompanhado de cantoria orquestrada de violão, guizos e o batido de crioulo, para marcar o tum-tum do coração.

Música barranqueira é letrada bem do jeito que o povo fala. E se fala do que se repara, do que se é atento e pelo que se deixa devanear. Cantam-se passarinhos, brincadeiras, coisas da vida, flores e degustes. Disserta-se do amor não como forma de abandono, mas reconforto e colo que se dorme. Mesmo o deixado. Mesmo o que partiu pra tão longe que ficou só na lembrança. Por que, para este habitante ribeirinho do São Francisco,  o amor é feito água do rio que corre para o mar. Passa por tudo. Tem de passar.

As águas viram o couro esticado do tambor!

As águas viram o couro esticado do tambor!

São canções letradas de detalhes, miudezas que costuram o dia-a-dia dessa gente que adora se embriagar nas histórias do rio. E é só começar o batido ritmado que cantam crianças, adultos e gente mais velha. Fazem até corrente na porta de casa. Imagina dentro de um rio? As águas viram o couro esticado do tambor!

São canções letradas de detalhes, miudezas que costuram o dia-a-dia dessa gente que adora se embriagar nas histórias do rio.

São canções letradas de detalhes, miudezas que costuram o dia-a-dia dessa gente que adora se embriagar nas histórias do rio.

As letras acriançadas e sorridentes com que  Pepeh Paraguassu rege a pescaria de Pedro ao declame, na voz de Priscila é o cantar barranqueiro.    Ou é folia ou é pesar. O silencio toma conta  quando os olhos ficam anegrejados das cenas de luar na madrugada, na saudade daquele que partiu. As mãos batem palmas na hora de sorrir.

Daniel

Daniel saindo do mergulho.

Afinal, se conclui, não importa se o peixe é surubim ou cari tem que segurar e jogar na barca. Somos todos do rio! E da existência se leva aquilo o que se é. E o rio que encanta, assim como a vida, não brinca.

Foi um dia inteiro rodando por Santo Inácio e descobrindo dezenas de lugares, cada um mais bonito que o outro. Gostinhos de felicidade.  Doação de canto, dia gentil, tranquilidade. O amor esta na música, no riacho correndo. É assim que tanto pingo d´agua vira correnteza.

Amores no Velho Chico

Contamos histórias dos Amores que vivem na beira do São Francisco, da sua nascente à foz.

9 Comentários para “Segura o peixe, Pedro!”

  • Adoro! Adoroooooo!!!

  • Maravilha, Valéria!
    Parabens por mais um vídeo de qualidade e de otimo astral, mostrando um pouco deste enorme país!
    Adorei a musica. Alias, os vídeos sempre chamam atenção pelo cuidado com a produção sonora.

    Bjs

  • ♪ Lindos, ♪ Adorei! ♪ ♫♪ Paisagem e tudo!
    ♪ ♫ ♪ ♫ ♪ ♫ ♪ ♫♪ ♫ ♪ ♫♪ ♫ ♪ ♫♪ ♫ ♪ ♫♪ ♫ ♪ ♫♪ ♫ ♪ ♫♪ ♫ ♪ ♫♪ ♫ ♪ ♫
    Peeeerfeito este lugar! Amei 

  • Genial, genial! E o melhor foi ter escutado belíssima canção feita a capela.

  • Sono molto felice di questo lavoro. Cantante brasiliana è molto forte e bello

  • Lindooooooooooooooo!!!! Eita coisa boa !! Maravilha poder ver uma produção tão especial como essa ,com esse olhar incrível dona Valéria Melo.
    Viva a Bahia!! Viva Santo Inácio! Viva nossos artistas!!! VIVA O AMOR! VIVA OS AMORES DO VELHO CHICO!!

  • São todos artistas, de corpo e alma!

    Belo trabalho. Mui bello!

  • Nem sei dizer o que gostei mais. Mas sei que gostei de tudo. Da voz maravilhosa da Priscila, da arte do Peppeh na música e sua empolgação, das suas falas, das imagens, – do TATU!!! – ou do primor do texto.

    Amores no Velho Chico, você é o meu amor!

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