Já diz a velha canção: quem sabe faz a hora, não espera acontecer. E a história da Semente do Baru vivida em São Francisco nos remete aos versos da melodia. Com um nome científico bem complicado – Dipteryx alata Vog – é uma planta leguminosa arbórea nativa do Cerrado. Forte feito ele só, com cara de pedra, o fruto do baruzeiro guarda uma castanha deliciosa.

É a castanha do Baru que, quando torrada, tem o sabor bem perto da castanha do caju ou amendoim. Mas, já vem temperada pela natureza e por isto, dispensa o sal. Após descasca-la, serve-se puro, como um ótimo tira-gosto ou no preparo de receitas de doces típicos, como o pé-de-moleque com rapadura e muitos outros. Mas não pense que é fácil! Sua casca requer muita habilidade para parti-la e chegar até a castanha. Até vi umas fotos de alguns maquinários que estão sendo desenvolvidos para facilitar este trabalho. E de uma a uma, ora nos facões ora em máquinas, a castanha vai enchendo sacos e fazendo a alegria de muita gente.

Gente, como em São Francisco, Minas Gerais, que unidos em uma associação, trabalha no processamento das polpas das frutas do cerrado como manga, umbu, caju, acerola (até o pequi) e tantas outras. Mas, o barú tem um destaque especial nesta história; tudo dele se aproveita.

O mais importante é saber que a comunidade agrega aos frutos do cerrado mais que benefícios humanos. Preserva e aproveita tudo, de forma a beneficiar o homem e a natureza. Com o típico bom humor do povo ribeirinho.

Site de referência : Slow Food Brasil

Amores no Velho Chico

Contamos histórias dos Amores que vivem na beira do São Francisco, da sua nascente à foz.

14 Comentários para “Um nativo pra lá de gostoso”

  • ja trabalhei na asfruce e tive bastante experiencia ai fiquei muito grata por tudo pelo o aprendizado

  • Fiquei curiosa quanto ao sabor, adoro provar novidades!

    Beijos

  • ola, Valeria

    A matéria ficou uma delicia, dá pra sentir o gosto do baru só lendo. Nós, aqui da Asfruce gostamos muito da impressão que voce passou ao leitor com esta matéria.
    Se não for muito incomodo, gostaria que me enviasse o material; eu ja havia te pedido quando voce fez as imagens aqui na unidade de beneficiamento.

    grato,
    Bruno Souza

    • Olá Bruno,

      Agradeço eu, a oportunidade em ver de perto todo o processo de beneficiamento que você trabalham por ai. Um benefício que protege o homem e a natureza gerando conhecimento e emprego para a comunidade. E de quebra, coloca no mercado uma iguaria tão boa quanto o Baru. Isto é claro, sem esquecer das outras delícias que o cerrado produz e que tem o mesmo processo adotado pela Asfrute.

      Quando ao DVD com a matéria, terei prazer em enviar sim. Peço, por gentileza, que envie o endereço clicando aqui: Fale conosco

      Grande abraço!

      Valéria

  • Então, se vocês estão dizendo…quem não gostaria de provar do tal nativo delicioso? …rs….apesar de que, na minha idade ouço dizer que seria bom começar a evitar tudo que é forte demais…kkkk….
    Beijos e bom domingo!

    • Acabei rindo do seu comentário, Vera!

      Ele é forte e gostoso! Numa oportunidade, envio para você!

      Abs!

      Valéria

  • Olá Chará… conheci um pessoal a bastante tempo atrás que eram nativos desta região e sempre falaram muito deste fruto e de outros… mas não fazia idéia de como era, agora ficou mais simples entender o qeu eles diziam…
    E olha… me deu água na boca de provar!
    Beijussssssssssssssssssss

    • Ah, que legal! O que mais me chama atenção no baru é pensar que ele é um único dentro daquela casca toda. E olha que a casca é dura pra caramba! Parece pedra mesmo! Portanto, fico de cá pensando, como foi que descobriram que, dentro daquilo, tinha algo comestível? Não dá pra pensar na possibilidade de uma briga em que alguém resolveu arremeter aquilo na cabeça de alguém e ele se partiu. Ás vezes, em um batuque e a curiosidade foi muito mais forte que a casca. É intrigante.

      Mas, você poderá provar dele. Porque, quando eu for te conhecer, levo pra você provar.

      Obrigada!

  • Oi Valéria,

    Esta eu nunca tinha visto, nem ouvido falar. É bom conhecer!

    Beijos

    • E é bom pensar em provar também, querida Van.

      De qualquer formar é informação pra quando der de cara com um desses por ai, poderá comer e contar a história dele, né?

      Obrigada!

  • Ei Valéria

    Acredita que eu nunca ouvi falar neste fruto?
    Mas acho que eu iria gostar já que o sabor aparenta com o do amendoim , ou a castanha de caju, duas iguarias que gosto demais, com o acréscimo do sal da própria natureza o que é divino não é verdade? Gosto desta simplicidade da comunidade em aproveitar a natureza, se beneficiar dela de uma forma gostosa valorizando , preservando e usufruindo dos frutos…..

    Beijos…..

    • Acredito, Cecília. Em muitos lugares a castanha do baru é completamente desconhecida. E vale a pena provar. Mas, não se preocupe. Quando eu for te conhecer, levo pra você provar.

      Obrigada pela visita!

  • Não sei se eu cheguei a comer…comi? Parece até que tô continuando a mensagem de duplo sentido da introdução do post lá na rede kkkk
    Extrativismo vegetal foi a primeira atividade humana sobre a terra, antes mesmo de o homem e mulher aprenderem a plantar. E tudo corria bem…e vc mostra como tudo pode voltar a correr bem, em grande escala.
    Abção!

    • hahahahahah! O duplo sentindo é culpa do bom humor que as coisas andam por aqui! Nem fui eu, exatamente, quem puxou este gancho. Eu deixei, agora aquenta, né? rsrsrsr

      Mas, vamos lá… Não sei se provou desta iguaria. Não me lembro. Sei que o trem é bom, de verdade. Melhor que amendoim, te garanto. Menos forte que castanha. E não precisa de tempero. Já sai do forno, prontinho pra descascar e comer.

      Obrigada por vir.

      Abs!

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