Depois da cerveja gelada, um peixe gostoso, uma noite bem dormida, o dia amanhece bonito, nos convidando a conhecer a cidade.

Bem no centro de Morada Nova, a casa do Artesão e, em cima da mesa, nos desperta atenção um livro de capa vermelha; uma obra que conta a história daquela cidade. Logo, fomos informadas que a autora residia ali perto e que teria criado um espaço só para isto. E foi pra lá que, imediatamente, nos dirigimos.

Pela fachada da casa, pensei que o encontro iria ser cheio de burocracia. O lugar bonito, bem delineado, regado pelo canto dos passarinhos. Mas, a surpresa veio de mansinho, no andar tranquilo que carregava um sorriso gentil. Agora estávamos diante da Dona Adelaide.

Com carinho e muito emoção, ela nos recebeu prontamente e em um cantinho do “Memorial” (espaço criado por ela, sem fins lucrativos) nos contou a história, onde o medo e abandono, foram as marcas deixadas. Foi o caminho por onde Morada Nova de Minas, a cidade que rio São Francisco guardou debaixo das suas águas, viveu. E que sentimos muito orgulho em retratar.

Para saber mais, visite: Dona Adelaide

Amores no Velho Chico

Contamos histórias dos Amores que vivem na beira do São Francisco, da sua nascente à foz.

43 Comentários para “E Três Marias inundou o sertão”

  • Desejo saber onde encontrar os livros da Historiadora Adelaide Santos Dias
    Aurea Moura

  • Desejo saber onde encontrar os livros escritos
    pela historiadora Adelaide Santos Dias

    • Você pode fazer contato diretamente com a prefeitura de Morada Nova. Por lá, com certeza, eles terão o endereço.

  • INFELIZMENTE NÃO CONHEÇO MORADA NOVA ,MAS JÁ ME APAIXONEI, SOU MINEIRA MORANDO NO ESP.SANTO E GOSTO DE OUVIR TUDO ISTO QUE LI ACIMA , GOSTO DE SABER QUE NOSSO ESTADO É TÃO MARAVILHJOSO QUANTO SUA GENTE. EXISTEM , AINDA , LUGARES ONDE DEVEMOS CONHECER E ENCANTAR. VAMOS LUTAR PARA QUE TODOS DO NOSSO BRASIL TBEM CONHEÇAM. PARABENS JOÃO, VC É DEZ

    • Olá Maria das Graças,

      Fico feliz que tenha gostado.Aqui você encontrará esta e outras histórias, pessoas maravilhosas e lugares encantadores.

      Volte sempre! Viaje com a gente nos Amores que vivem na margem do Velho Chico!

      Abs!

      Abs!

  • Dona Adelaide,
    È com o coraçao que ouço seu depoimento. Pois, sei que esta voz que nos conta, vem lá do fundo do coraçao. Sao palavras sinceras , de uma historia dura e verdadeira. Parabens Dona Adelaide, por este belo depoimento. Obrigado por nos contar esta historia . Que ela sirva , para alertar as geraçoes futuras .
    Parabens, mais uma vez .

    • Obrigada pelas suas palavras, João.

      Dona Adelaide é uma pessoa maravilhosa e sensível. O relato que nos proporciona mexeram com muitos corações. Também espero que sirva de lição para as gerações futuras.

      Abraços! Volte sempre.

  • Gostaria de parabenizar o Amores no velho Chico pela sensibilidade ao editar a matéria. D. Adelaide é uma fiel estudiosa de suas raízes e isso ficou claro em seu discurso. A história de Morada contada por ela é tão rica e verdadeira, pela habilidade extraordinária que ela tem de trabalhar com a coletividade, fundindo histórias diversas, pontos de vista distintos, respeitando o olhar de cada um. Esse trabalho foi construido com muita dedicação, disciplina, perseverança e sobre tudo amor. Além do livro, A saga do nosso povo, ela tem outros livros que resgatam tanto a história quanto a memória de Morada Nova, o que resultou na fundação do Memorial de Morada Nova de Minas. É muito emocionante estar no Memorial e perceber a reação dos visitantes ao identificarem as pessoas, lugares, momentos que fazem parte de sua história. Infelizmente a globalização vai acabando com a nossa cultura regional, nossas raízes, nos igualando e são através de atitudes corajosas como essa que vamos “remando contra a maré” e mantendo nossa cultura viva! Acho que uma das coisas mais importantes que ela me ensinou, foi que ao ouvir a história do outro, com respeito e sem julgamentos, vamos construindo e identificando nossa própria história. Ela me ensinou a importancia de trabalhar, a finco, a complexa arte de ouvir. ” Tenho muito orgulho, admiração e amor por D. Adelaide e desejo a ela tudo de maravilhoso! Obrigada por fazer parte da minha vida! Flávia C. Cabral e Dias

    • É sim Flávia. Dona Adelaide respira história, adora o que faz e se realiza no espaço que criou com dedicação e carinho.
      A ela nossos mais entusiasmados aplausos. É uma dama! Uma grande mulher!

      Volte sempre. Abraços!

  • Valéria,

    Você é a simpatia em pessoa. Possui voz aconchegante, que transborda alegria e vitalidade. Você é impar. Sabe entabular a conversa com mansidão e segurança; sabe ouvir com respeito; sabe tirar de cada um, todas as lembranças e emoções guardadas.

    Parabenizo toda equipe pelo excelente trabalho. A música é maravilhosa.

    Continuem com este trabalho, que é muito valioso no resgate do VELHO CHICO.

    Abraços,

    Adelaide Santos e Dias

    • A honra, o prazer em estar em sua companhia, foi todo nosso!

      Obrigado por nos receber e nos presentear com a sua história.

      Grande abraço Dona Adelaide.

  • Passar o final de semana em Morada Nova de Minas não tem preço, especialmente na residencia da D. Adelaide, agente aprende tanto, as vezes nem vou a prainha ou não coloco o pé na rua, simplesmente pra ficar na agradável companhia desse maravilhoso ser humano,. e sei que a vida nos reserva muitas surpresas, muita das vezes, surpresas alegres e também tristes, coisas acontecem de tal forma que fazem o coração da gente crescer e novas surpresas tem de caber dentro dele. E uma dessas surpresas alegres foi conhece-la. e digo sempre a ela que ” VELHINHOS SÃO CRIANÇAS NASCIDAS FAZ TEMPO. Bjs D. Adelaide te amoooooooooo….

    • Um lindo comentário, Wilson. Dona Adelaide merece ler o que vc escreveu.

      Muito obrigado por vir. Volte sempre!

  • Grande reportagem parceiro, num pais sem memória habitado por uma população de esquecidos, e muito importante iniciativas como esta, retratando acontecimentos importantes da nossa historia de maneira a preservar o legado de um povo. Chega a emocionar a narrativa da Sra Adelaide, algo incomum hoje em dia e muito presente nas pessoas mais antigas, um povo que não tinha tanta informação instantânea como temos hoje, mas que davam valor as informações obtidas nas rodas de amigos. Valeu amigo, parabéns pela postagem.

    • Absoluta certeza, amigo!Patrimônio é isso: memórias resgatadas para que os erros do passado não sejam repetidos.

      Muito agradecemos a sua visita.

      Abs!

  • Não vou aqui, discutir os descasos políticos porque seria uma falta de respeito diante de tanta emoção que a senhora Adelaide transparece. Os descasos políticos sempre existiram e sempre existirão, mas levanto aqui, sim, a importância do lugar onde a pessoa nasce e vive, com toda sua crença pela VIDA, onde ela se instala enquanto ser humano, as emoções culturais, sociais, toda uma gama de sentimento que ela desenvolve na terra que escolheu para viver.
    Isso político nenhum jamais conseguirá compreender.
    Não podem sentir o valor que cada transformação ocorrida naquele espaço causa nas pessoas que vivem ali.
    Não, eles simplesmente chegam e invadem, arrancam a força e de forma traumática a história que foi construída com tanto carinho.
    Eu gostaria de saber como consigo o livro.
    Queria presentear uma pessoa muito querida.
    Eu chorei de emoção.
    Impossível para mim não respeitar a história de vida do outro.
    Isso é inconcebível…
    Grande abraço

    • Olá Malu,

      Você tem toda razão! As referências de um povo estão nas suas raízes. A história, A gente, o jeito e os costumes estão espalhados no nosso canto. Até o cheiro do lugar faz parte! São as referências que sustentam o nossa história.

      Agora, depois de tudo feito e acabado, resta a este povo mudar o futuro, buscando resgatar e recriar estas referências. Ninguém pode fazer nada com o que passou, mas pode mudar o que esta por vir.

      Obrigada por participar conosco de mais esta história. O endereço da Dona Adelaide, enviei a vc por email. Liguei para ela e esta, esta radiante!

      A nossa parte é dar a força que eles precisam para seguir em frente! Suas palavras serão esta energia! Viu só, o que a soma de todos nós, está fazendo?

      Um grande abraço!

  • Meus queridos, minha linda Valéria!
    Para ser franca chega “a roncar as tripas” quando assistimos este depoimento lúcido, coerente, sábio e afetivo de dona Adelaide.
    Quando fala de apego espiritual as terras devoradas pelas águas da barragem, ela consegue expressar com clareza a imensidão da perda que tiveram estas pessoas.
    Todo o universo é único e até uma arvore que fez parte de minha infância e história guarda sentimentos e vínculos especiais e únicos. Imagine-se todo um território como este que foi inundado!
    Maus avós moraram no interior do estado e eram agricultores e criadores, com a enchente de 40 perderam as terras e tudo que havia sobre ela e só não perderam a vida pela providência Divina, pois passava ao longe uma “gasolina” que ouviu os tiros dados para o alto por meu vô.
    Até hoje minha mãe e meus tios guardam a nostalgia por terem perdido tudo que lhes era caro e afetivo. Conta minha mãe que antes de embarcarem no pequeno barco, beijavam as paredes da casa para se despedirem.
    E tudo isto ocorreu por força da natureza, imaginem quando é uma opção da mão do HOMEM?
    Esta é uma história triste e comovente que não pode nem deve ser esquecida, pois a história contada é que preserva nosso passado e lança luz ao nosso presente, pois como relatei anteriormente, se não soubesse do acontecido com minha família não poderia compreender muitas das coisas que ocorrem hoje e que são reflexos do que passou.
    Se quisermos saber quem somos precisamos saber o que aconteceu antes de nós e então saberemos quem queremos ser.
    Parabéns pelo lindo importantíssimo trabalho.
    Beijossssss para toda a equipe e para a talentosa Valeria.

    • Oi Flora,

      No intervalo, em uma ponta de gravação, a Dona Adelaide disse exatamente o que vc fala. Ela diz ” Até uma flor, pode nos mostrar este sentimento de amor que temos pelo nosso canto, o nosso chão.”

      São pessoas como estas que ganham o nosso respeito, o nosso carinho e nossa força!

      Abs!

  • Pessoal de Morada Nova!
    Lendo todos os comentários percebi algo importante: cabe a nós preservarmos a vida!
    Remem, remem, sem amargor que nos prende só ao passado, mas sem enterrar os sentimentos como se não tivéssemos histórias…remem contra a maré quando necessário, e deixem o coração aberto para amar onde tiverem de aportar. Porque os que não respeitam a humanidade nos teriam vencido se conseguissem amargar, fechar nosso coração, deixando-o preso debaixo das águas.
    Sobreviventes! que possamos falar de nossa história, sentimentos, nem que tenhamos de subir no alto das montanhas para não nos afogar! mas que possamos continuar com o coração aberto. A vida está em nós, na nossa humanidade, nas nossas vivências e a levaremos conosco por onde andarmos…e a cada local para onde formos plantaremos sementes e colheremos, mesmo que calma e silenciosamente, e faremos parte de novas terras…nós e nossa humanidade, porque isto, ninguém tira de nós! A não ser que a gente permita . Eu já mudei tanto em minha vida e penso que, qualquer chão que pisamos passa a ser o nosso chão, aquele que no presente nos nutrirá, se nisto acreditarmos. Levaremos conosco sempre o que somos, nossa história e o amor por tudo o que tivemos e o que ainda somos capazes de sentir. Isto é a renovação apesar das cinzas. Não deixemos que poucos enfraqueçam o que temos de melhor. Sei que não é fácil, mas penso que vale a pena esta causa.
    Abraços a todos.
    Vera Alvarenga

    • Obrigada Vera! Você é um luxo! Suas palavras são muito sábias e reconfortantes. É fato que depois de passados mais de 40 anos e a gente já ter também pisado muito chão por aí, acaba aprendendo alguma coisa. É que vez ou outra é bom mesmo que a gente seja lembrado do passado, uma emoção forte faz bem a alma, ainda mais em forma de uma homenagem duplamente linda, por parte de D. Adelaide e por parte da competente equipe de Amores no Velho Chico!

      • Não tem que agradecer,Ana Maria! Afinal, falar é fácil, viver é que são elas. Eu só falei, me compadeci e compreendo. Eu me coloco no lugar de vocês, por diferentes motivos e me senti afogar junto…e as flores que tanto amo ficaram lá…por isto falei que sobreviventes precisam trazer sementes nos bolsos. O que quero é apenas apoiar, porque não espero de nós que sejamos “fortes”sempre, não somos perfeitos graças a Deus e mantemos nossas fraquezas que são os sinais de nossa humanidade, o que quero é que possamos nos levantar, cantar e contar nossas lembranças, porque se lá permanecêssemos sob a água, ninguém saberia dos desmandos que o poder pode causar e nossos jovens teriam apenas a lembrança e a ilusão de que somos prisioneiros do chão, e que então, quem nos tirar este chão tem poder sobre nossa existência também. Temos raízes sim! e princípios e história, mas a alma e o pensamento são livres…e o caráter, nós o levamos conosco para onde formos. E sermos pacíficos nem sempre quer dizer que somos uma “manada de gado” sem consciência. Que bom que vocês estão aí para contar sua história. Obrigada a vocês!
        Grande e afetuoso abraço,
        Vera

  • Meus parabéns e agradecimentos por levarem a Dona Adelaide e nossa querida Morada ao conhecimento de tanta gente boa.
    Cresci ouvindo que Morada tinha até sua própria usina hidrelétrica (meu avô foi um dos sócios, junto com o pai da Dona Adelaide e tantos outros), mas, para dar energia a grande parte do Brasil, esta hidrelétrica também foi inundada. Morada Nova ficou cerca de 20 anos sem a energia, esperando a rede rodear a ponta da represa. Não deveria ela ser o primeiro município a receber esta energia? O povo moradense não deveria ser melhor indenizado? Afinal, a terra é do homem, não é de Deus nem do Estado.
    Mais que a economia, a cultura moradense ficou estrangulada, estagnada. Cadê os grupos de folias, de catira, o boi da manta? Os maestros Sô Ita, Oswaldo Padeiro e os músicos Zé Bambiá e seu filho João Bosco – citando apenas os que me veem á memória agora – tiveram que se mudar para ter público e ganhar a vida. O Brasil ainda nos deve esses “royalties culturais”.

    • O Brasil deve a vocês muito mais! E começa pelo conhecimento e depois pelo reconhecimento de tudo o que passaram, de toda sua história.

      É como respondi a Ana Maria. O passado não pode ser mudado, mas o futuro sim. Para isto, a população tem que emergir, Lucas! Resgatar os grupos de folias, de catira, o boi da manta e tantos outros. Comece! E quanto tiver a primeira apresentação, pode chamar a equipe do Amores no velho Chico! Confirmo, antecipadamente, a nossa presença. Filmarei e divulgarei como um povo que soube recriar o seu futuro!

      Abs!

  • Tive de voltar aqui,viu? porque esta história mexe com a gente. Há muitas maneiras de se viver histórias assim, com os detalhes e o número de pessoas atingidas diferente, mas que tem algo em comum. Tudo começa quando alguém, ou uns poucos,não tem consciência do próprio limite e de sua imperfeição e então, não podem também reconhecer os limites do outro e seus direitos.
    Então, com o poder nas mãos,seja ele de que forma for, impõe o que decidiram que para si é o melhor. Por levar em conta só o que querem,embora não lhes satisfaça nunca, minam a resistência do(s) outro(s) com diferentes táticas, acabam com sua auto estima, destroem o outro que, quanto mais tiver consciência de si e de princípios humanitários, mais sofrerá e acabará por ser considerado como alguém inapropriado ou incapaz. Que valores são estes que estão tão invertidos? As vítimas que tanto tem que suportar são consideradas como fracos e loucos!
    E por que estas vítimas se calam? Por que tanta gente deslumbrada hoje, pelas palavras fáceis, pensam que as vítimas é que são sempre culpadas pelos abusos que sofrem? Por que tanta gente ainda sonha com a ilusória crença de que a felicidade é algo que a gente sempre pode construir pra si? Gente, em parte sim, claro que a gente tenta, e diante de abusos, ainda tenta transcender!! mas há que se levar em conta que, quando alguém vem e não leva em conta sua opinião e suas necessidades, esta historinha bonita fica meio relativa, não é? Quanta facilidade ao julgar-se que as vítimas são sempre vítimas de si mesmas! Nem sempre é assim, nestes termos.
    Claro que todos tentamos reagir, dentro de nossos limites, com nossas próprias forças, mas numa competição nunca ganharemos de quem não vê limites porque se julga perfeito e senhor de todas as decisões. Estes serão sempre incapazes de transcender os limites porque não os reconhece,nem as necessidades de ser humano comum,nem de si mesmos. Estão perdidos dentro de uma urgência por conseguir possuir mais que tudo!
    Difícil lutar quando não tivermos as mesmas armas e, por vezes nem queremos tê-las. Então, parabéns a D. Adelaide, que soube esperar e lutar a seu modo, falar, contar, testemunhar, da maneira como pode. Ela sim está transcendendo os limites impostos a ela, tentando reagir na medida de suas forças, mostrando-se vítima sim, chorando suas perdas e nos lembrando que o mundo real e as pessoas reais merecem nosso respeito!
    Parabéns ao Amores por dar voz a ela também.
    Meu sincero carinho a todos.
    Vera.

    • Vera,

      Concordo com tudo que você disse. Vivemos um momento onde prospera o egoísmo, o egocentrismo, onde as pessoas só olham para o próprio umbigo e se preocupam apenas com o bem pessoal, sem nem imaginar que se trabalhássemos para o bem coletivo alcançaríamos de maneira muito mais fácil o sucesso pessoal e o bem estar próprio. Pessoas lutadoras e realmente construtivas são pouco reconhecidas e pouco respeitadas, mas ainda existem no meio de nós, muitos que sabem valorizar essas pessoas. Tenho certeza também, que através de um trabalho bonito como vem fazendo o Amores no Velho Chico, plantando uma sementinha a cada dia, as pessoas se conscientizarão e etenderão que talvez não estejamos agindo da melhor forma para atingir os nossos objetivos. A internet é uma ferramenta muito poderosa, existem pessoas altamente capazes criando condições, e só falta aprendermos a forma correta de utilizar essa ferramenta e essas condições. Muitas vezes perdemos o maior tempo em redes sociais, escrevendo coisas fúteis, contando que fomos ao banheiro, que estamos tomando uma cerveja em um bar, ou que agora estamos utilizando um celular novo para postar mensagens, mas não damos a mínima para assuntos de suma importância para nós e para os nossos filhos, para a nossa cultura e nosso aprendizado, para a divulgação temas com as histórias contadas pelo Amores e outros tantos. Acho que tudo faz parte de um ciclo e certamente isso ainda vai mudar.

      Grande abraço a você e a todos que fazem deste espaço,

      Harley Moura

    • Olá Harley!
      Que bom saber que alguém pensa como eu…às vezes penso que sou uma maluca a remar em cima de uma folhinha frágil, dentro de uma corredeira..haha..do São Francisco ou outro baita rio! isto porque meu pensamento é manso e de pouco alcance,uma vez que se refere ao que está ao meu redor. Mas na aldeia do mundo, temos notícia de que há outros, com histórias semelhantes em algum sentido e então, vamos remar e remar, agora sabendo que não estamos sós. Vocês aí podem ser os que darão a filhos e netos e preservarão exatamente a noção do respeito pela humanidade do outro ! E desejo que não desistam de sua alegria nunca. Pois águas sempre virão, e inundarão algumas terras, mas os que sobrarem terão de levantar a bandeira. Vamos escolher a nossa, não é?
      Sr. Harley Moura, agradeço ter me compreendido e, quero me confessar no pé de seu ouvido…rs… eu bem uso a internet e sites sociais também pra falar como meu dia foi péssimo quando estou numa sinuca ou crise existencial..rs…ou para mostrar o que fazem meus olhos se emocionar. Foi um site social(Dihitt) que me ensinou muito e me ajudou a sair de uma depressão difícil que ainda tem um rabinho colado em mim…rs….Foi este site que me colocou em contato com o trabalho de Amores no velho Chico e de suas histórias. Acho maravilhoso aprender com as pessoas, e usar a internet,como o sr. bem disse, para falar de questões importantes – mostrar os problemas das pessoas para vermos que em qualquer lugar que estejamos, as emoções e humanidade nos aproximam e, mostrar o belo e o feliz do mundo também (para não esquecermos de que somos capazes de beleza e humanidade). Obrigada por este bom papo.
      Abraço e meus respeitos.
      Abraço ao pessoal do Amores.Beijo, Valéria.
      Vera Alvarenga

  • …palavras significativas ditas pela consciência cidadã de dona Adelaide. Como é belo colher frutos da sabedoria. Patrimônio é isso, memórias registradas…ofereço a ela pela generosidade em compartilhar o seu olhar e doar com generosidade sua experiência, palavras ditas por Deus através de uma pessoa…” Há os que tem pouco e dão integralmente.Esses confiam na vida e na generosidade da vida, seus cofres nunca se esvaziam.E há os que dão com alegria, e essa alegria é já a sua recompensa.E há os que dão sem sentir pena, nem buscar na alegria, nem pensar na virtude, dão como no vale, o mirto espalha sua fragrância no espaço;Pelas mãos de tais pessoas,Deus fala e através de seus olhos ELE sorri para o mundo.” É o que sinto no teu olhar sobre um fato histórico dona Adelaide. Como filha de Morada Nova, minha terna gratidão.

    • Que ótimo, tudo o que vc disse Dallena! Dona Adelaide merece todo o prestigio, repeito e consideração!!

      Abs!

  • Mesmo já conhecendo a história e tendo vivido grande parte dela…me emocionei muito! Voltaram à minha lembrança todas as dificuldades vividas por meu pai e minha mãe (na época, com 6 filhos). Fomos dos que tentamos sair. Em 1959, fomos para Belo Horizonte e retornamos. Não tínhamos estrutura para isto. Meu pai viveu estes anos todos no mais puro desespero tentando encontrar formas de sustentar a família. Ele era , juntamente com 12 irmãos, herdeiro do que sobrou da tal fazenda comprada pela empresa VERAGRO, que Dona Adelaide mencionou. Meu avô tinha morrido de enfarto por tantos desgostos logo no início da inundação. Esta venda do restante das terras ocorreu realmente alguns anos depois, quando já estavam todos desestruturados e sem saber o que fazer. Os irmãos já tinham muitos filhos e repartir o produto desta venda foi simplesmente uma vergonha de tão pouco. A indenização saiu quando meu pai já tinha morrido, foi assassinado! Não devo e não consigo terminar este relato.

    • Ana,
      Qualquer pessoa que ler o seu comentário, perceberá imediatamente a grande emoção que tomou conta de você ao escrevê-lo, entretando, poucos compreenderão os seus sentimentos. O que posso te dizer minha amiga, é que a vida é dura, a batalha é longa, mas existem muitos soldados como você, que juntos alcançarão a vitória. Nunca desistiremos!

      Abraços,

      Harley

    • Ana querida,

      A emoção, as lembranças, toda a história bem viva dentro da alma. Feito ferida, ainda dói! Ana Maria, o passado não pode ser mudado, mas o futuro sim.
      Talvez a compensação venha pelo alicerce que a alma deste povo tem. Agora é hora de asfaltar, levar bem estar aos seus e compartilhar com mais e mais pessoas, a história de Morada Nova de Minas.
      Não somente para que não seja esquecida, mas para ser eternizada. Pois o povo que conhece a sua história, não comente os mesmos erros.
      Um grande abraço! Obrigada pelo sincero depoimento. Ele é parte da história Viva da sua terra, da sua gente.

  • Dona Adelaide,
    A senhora está certíssima em tudo que fala.
    As nossas origens nos acompanham por onde quer quepossamos ir. São como uma pele. A nossa pele histórica. Nosso DNA primeiro.
    Lindo depoimento! Linda figura. Bela!
    É por isso que dizemos por aqui que Brasília para nascer, muitos e muitas coisas tiveram que morrer. Até hoje pagamos esta conta financeira, política e cultural.
    E o mais triste: Não temos uma identidade que nos faça reconhecidos pelo lado positivo…
    E, mais um setão virou mar, assim como sobradinho…
    Belo trabalho de resgate vocês estão fazendo.
    Quanto ao livro, deveria ser leitura obrigatória nas escolas da cidade.
    Ainda bem que temos este acêrvo da Dona Adelaide.
    Porque sem ele, as águas depois de inundar a terra, podem inundar a memória de um povo, que se renova e não conhece o seu próprio passado.
    Um povo sem memória, é povo sem história!
    Parabéns querida Valéria.
    O seu Véi Chico é encantador.
    Beijo grande.
    Ah! Tô com saudades. Liga esse TIM! rsrsrsrs

    • Eu nem tenho o que acrescentar aqui! Linda mesmo a Dona Adelaide. Em tudo! Na força em criar um espaço, em preservar a memória do seu povo e na garra em alicerçar as suas raízes.
      Linda de todo jeito.

      Quanto ao Tim, é problema grave. E estão em todos. O Oi, só se acha ocupado. O Vivo anda mais morto que antes. O Tim, nem pra Tim Tim serve mais. Só não atrasam ou somem, as contas.
      E agora, quem poderá nos salvar?

  • Mais uma belíssima matéria que trás a conhecimento público uma boa parte da história da nossa querida Morada Nova de Minas. Dona Adelaide é a cultura de Morada Nova em pessoa. Profissional da Educação, respeitada e reconhecida, tem profundo conhecimento da história da cidade e tem se dedicado com amor incondicional ao Memorial de Morada Nova de Minas.

    Nossos agradecimentos à Dona Adelaide por tanta dedicação, profissionalismo e pela oportunidade de adquirir tanto conhecimento, que ela nos dá através do Memorial.

    Ao Amores no Velho Chico, mais uma vez os parabéns pelo importante trabalho que vem ralizando e também os agradecimentos por incluirem neste contexto, a nossa querida Morada Nova de Minas.

    • Assino abaixo em tudo o que vc se referiu a Dona Adelaide.

      Para nós, Amores no Velho Chico foi mais que uma alegria o que vivenciamos ai, lado a lado desta grande mulher. Foi, literalmente, um banho de história.

      Agora, cabe ao povo de Morada Nova de Minas reconhecer este talento e realizar o desejo de Dona Adelaide: que os jovens aprendam a amar a sua terra e com isto, promover o crescimento.

      O gás já esta na porta. Possivelmente, com ele, o asfalto. Agora é um outro tempo, mas o passado precisa ser conhecido e vivenciado. É como dizem por ai: “o povo que não conhece a sua história esta condenado a repeti-la”

      Abs!

  • Que maravilha de texto e de vídeo, minha amiga!
    Ah, a terra não é de ninguém, não se mede o que somos pelo que temos de material…mas…mas…sempre me lembro que ainda não somos só espírito, portanto temos raízes, e o patrimônio, a casa, o pedaço de chão não significa apenas posses materiais,mas a própria continuidade do que somos ainda!! Somos matéria, e precisamos dela. Precisamos do nosso chão, de nossas lembranças relacionadas ao entorno onde vivemos ou escolhemos viver. Bom quem tem a sorte de não se apegar a lugar nenhum, mas quem cria raízes e ama seu chão, também tem ali suas emoções e,como diz D. Adelaide, não perde só o patrimônio,quando tudo o que lhe tinha significado lhe é tirado. Então há que se oferecer compensações e respeito.
    A diferença entre os que dão exagerada importância às posses e aquele que ama seu chão ou cantinho, construiu seu sonho ,trabalhou pesado no presente e vislumbra um futuro de tranquilidade, contando com sua “casa/ lar” para isto, a gente sabe que há. E, é geralmente quem dá o frio valor apenas do metal ao patrimônio, que toma, usurpa ou arrebanha para si, o que é do outro. Sou a favor do progresso,sim, e reconheço que sacrifícios todos nós fazemos,mas é preciso sempre respeitar e usar o bom senso, valorizando pelo menos a vida que já estava ali antes de pretendermos tomar o lugar, mesmo que para algo que vai beneficiar a muitos outros.
    Belíssimo trabalho! Parabéns à equipe e a você,Valéria!
    Beijos,
    Vera Alvarenga

    • Oi Vera,

      Foi por ai mesmo que as coisas se perderam. Alguém chega, diz que vai usar suas terras pelo bem dos outros. Pedem pra vc colocar preço. Vc tem medo – dar valor de terra pra governo? É tributação! – Insinua um valor baixo, com medo dos impostos. E vc não quer saber de preço. Ta na sua casa, é a sua vida, tem planos.

      Mesmo sabendo que o valor não é real, o governo diz que vai pagar o que vc informou. E pede que se retire dali. Mas vc não tinha nem planos de sair! “Calma não é bem assim!”. E mais, ainda não acredita que a água possa subir tanto, ao ponto de ir mais alto que o morro que vc mora, e assim, tudo seu ser encoberto. Não acredita e não quer acreditar.

      Mas, tudo continua tomando rumo, independente do seu querer. Você já perdeu o comando. Enquanto, incrédulo, reluta, as águas entram dentro da sua casa. A festa começa e vc é peça descartada. Não tem como fazer nada. É hora de sair!

      E ai? O que fazer? Como se sentiria? A onde iria sua auto estima, se perdeu seu valor intrínseco como o respeito por sua opinião? Por você!

      Foi a dor da impotência.Dona Adelaide chora por isto. Faço ideia das lembranças que só ela tem. Porém é mais forte que tudo e por isto criou o espaço – Memorial – para que isto não fosse esquecido.

      E uma coisa é certa, Vera: O povo que não conhece sua história, corre o risco de repeti-la!

      Obrigada por vir!

      Abs!

  • Que Post Fantástico:
    Amigas:
    Com certeza absoluta a Dona Adelaide é o único patrimônio histórico de TRES MARIAS. A historiadora deu a vida para produzir a obra e possivelmente deve ter patrocinado a obra com os próprios recursos.
    A SAGA DO NOSSO POVO da grande escritora deveria ser transformado em material escolar a todos os munícipes. Esse povo pode aguardar que para aparecer outra escritora com esta autenticidade vai demorar cem anos. As boas virtudes estão gravadas na testa de dona Adelaide.
    Um documentário simplesmente emocionante.
    Parabéns por mais um lindo Post!
    Abraços,
    LISON.

    • Não só o livro, Lison, como o espaço (Memorial), ela criou com o próprio recurso para contar a história de Morada Nova e tdo o que viveram com a construção da barragem em Três Marias.

      Sim, concordo com vc, Dona Adelaide é uma dama e são estas damas, lindas como pessoa e diferenciadas como ser humano, que marcam para sempre sua passagem neste mundo e mantém viva a historia da sua gente.

      Ela merece o nosso respeito e admiração.
      ´
      Muito obrigada por sua visita e comentário.

  • Quando vi a foto de Dona Adelaide no flikr do projeto, de cara a achei simpática: fisionomia de pessoa simples e reta…. ai, você me disse que aguardasse a continuação da outra matéria, que eu iria me emocionar. Na realidade, me emocionei e não poderia ser diferente, escutando essa cidadã de Morada Nova que viveu esse período tão triste da história da cidade.

    Porém, além da emoção, também foi impossível não me indignar com a ação do governo da época. Casos como esse de desapropiação de terras sempre deixam marcas profundas nas vidas de muitos. Ver o orgulho de dona Adelaide de ter contribuído para que a história da cidade não ficasse perdida- já que somos um povo sem memória- escrevendo este livro foi. no mínimo. um incentivo a mais para carregar para minha vida.

    Podemos passar em branco na vida ou deixar nossa marca nela…… D. Adelaide escolheu mostrar que a história dos cidadãos de Morada Nova de Minas merece ser preservada e conhecida.

    Parabéns por mais uma bela história apresentada e que emocionará a todos .

    Beijos

    Márcia Canêdo

    • É isto mesmo Márcia. Vc sintetizou, com a maestria de uma profissional e a sensibilidade de um ser humano fantástico – que vc é – toda a história vivida pelas palavras de Dona Adelaide.
      Muito obrigada!

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